Poupa Watts

Iluminação

No setor doméstico os vários tipos de lâmpada foram-se alterando com o desenvolvimento de novas tecnologias e necessidades de eficiência energética. Existem 5 diferentes tipos de lâmpadas: as lâmpadas fluorescentes compactas e tubulares, os LED, lâmpadas de halogéneo e lâmpadas incandescentes.

Por serem lâmpadas com um consumo excessivo, as lâmpadas incandescentes deixaram de ser vendidas em 2012, depois de vários anos em descontinuidade. Pela mesma razão, as lâmpadas halogéneas de baixa eficiência começaram a ser descontinuadas em setembro de 2016, tendo um período de adaptação até setembro de 2018 onde foram definitivamente excluídas do mercado [1].

A constante necessidade em encontrar lâmpadas com um consumo menos exagerado levou ao aparecimento das lâmpadas fluorescentes e dos LED. Sendo, que estas últimas são mais eficientes, e portanto permitem-nos poupar mais energia para uma mesma utilização de iluminação.

No caso das CFL, devido à maturidade da tecnologia, a previsão é que não se altere significativamente ao longo dos anos. Para os LED a previsão é que atinjam eficácia luminosas de 150-180 lm/W até 2020 [2], o que permite valores de eficiência energética muito superiores relativamente a outras tecnologias.

[1] - Comissão Europeia - https://ec.europa.eu/energy/en/news/phase-out-inefficient-lamps-postponed-1-september-2018
[2] - Departament of Energy U.S Report - Solid-State Lighting R&D Plan



Etiqueta Energética - A etiqueta energética é uma referência geral sobre a eficiência da lâmpada. Pode variar de E para A ++, sendo esta última considerada mais eficiente. Poucos são os modelos encontrados hoje com uma classificação abaixo de B. Os melhores modelos de lâmpadas LED atingem a classificação A ++. No caso dos modelos de lâmpadas CFL a classificação máxima é de A [1]. Ainda neste rótulo energético, é comum aparecer o valor de consumo de energia ponderado, em kWh por 1000 horas, como complemento de informação à eficiência da lâmpada em questão. No caso de uma lâmpada LED A++ e uma lâmpada CFL A, o valor de kWh por 1000 horas será menor para a lâmpada LED.
Com a crescente preocupação relativa à eficiência energética, a tendência é que cada vez mais aparelhos tenham classificações como A+, A++ e A+++. Isto pode criar alguma confusão por parte dos consumidores e, por isso, tomou-se a decisão de eliminar gradualmente estas classes ao longo dos próximos anos. O novo sistema voltará à classificação de A a G (sem as classes A+, A++ e A+++), com um período de transição em que os dois sistemas funcionarão em paralelo [2].

Tempo de vida útil - Os LEDs continuam em vantagem, uma vez que podem durar até 25000 horas, por sua vez os modelos CFL duram 12000 horas [3]. Este valor está descrito como uma estimativa em todas as caixas das lâmpadas.
 
Potência - As potências das lâmpadas variam muito dentro dos diferentes modelos. Por essa razão está descrita a potência da lâmpada em cada caixa, e há uma comparação com outros tipos de lâmpadas. Desta forma, o consumidor consegue identificar lâmpadas equivalentes às que costumava comprar.



Na Tabela [4] há exemplos desta comparação em termos de potência e em termos de brilho ou fluxo luminoso. Ambos os valores estão descritos nas caixas, portanto será mais fácil ao consumidor memorizar o valor do brilho, uma vez que se mantém semelhante entre todo os tipos de lâmpadas.

Fluxo Luminoso e Temperatura - O fluxo luminoso deve ser escolhido com base na necessidade de luz no espaço. Se no espaço em questão for requerida uma concentração e foco, em tarefas como escrever, ler, ou cozinhar, o brilho da lâmpada deve ser maior que em espaços como um corredor, onde a sua utilização não é tão essencial.
A temperatura, apresentada em Kelvin, está descrita na caixa da lâmpada e deve ser escolhida considerando a atividade a desenvolver no espaço. No setor residencial os valores de temperatura variam, normalmente, entre 2700 e 5000 K. Para um espaço com muita atividade como a cozinha, deve ser uma lâmpada com temperatura mais elevada, a que se pode chamar uma cor fria, com um valor médio de 4000 K. Por outro lado, um espaço considerado de repouso como salas ou quartos, deve instalar-se uma lâmpada com temperatura mais baixa, uma lâmpada de cor quente, que em média tem um valor de 2700 K .



[1] - Philips, “Iluminação.” - Available: https://www.philips.pt/
[2]- União Europeia, “Rótulo Energético.” https://europa.eu/european-union/index_pt
[3] - L. Liu, G. A. Keoleian, and K. Saitou, “Replacement policy of residential lighting optimized for cost, energy, and greenhouse gas emissions” pp. 11–13, 2017.
[4] - EDP, “Como escolher a lâmpada adequada,” 2016. Available: https://comunidade.edp.pt/
[5] - Quercus, “Conselhos - Lâmpadas,” 2016. Available: http://www.topten.pt/




A compra da lâmpada certa é importante para a redução de consumo, mas há simples comportamentos que podem facilitar ainda mais essa redução. Como apagar luzes quando não estão em utilização, ou utilizar ao máximo a luz natural durante o dia. São pequenos hábitos que se podem ganhar e que não fazem diferença nenhuma na nossa rotina, só na conta de eletricidade. ao final do mês!
É de consenso geral que a substituição de lâmpadas incandescentes e halogéneas deve de ser imediata pelas lâmpadas mais eficientes, ou seja LED's. Optando por LED em vez de CFL nesta substituição, o retorno em termos monetários de uma lâmpada de uso médio, é de um período inferior a 1 ano, sendo que previsões é que esse valor seja cada vez menor.
No caso de ter lâmpadas CFL em casa, terá de fazer o balanço entre a eletricidade gasta a mais com a mesma, e o investimento em lâmpadas LED novas. Este balanço terá de ser feito segundo o tempo de vida que a lâmpada CFL ainda terá. Como base para ajudar, em termos unicamente de fatura elétrica, a diferença de preço de uma lâmpada CFL para uma lâmpada LED, ambas a fornecer 470 lm, é de 1,25 euros por ano. 
A eficácia luminosa é a relação entre o fluxo luminoso total emitido pela fonte e a potência elétrica por ela absorvida [1], quanto maior a eficácia luminosa, menos energia elétrica será utilizada para produzir o mesmo fluxo de luz. As unidades desta eficácia são lm por W, onde lm representa o fluxo luminoso em lúmens, e W a potência em watts.

[1] - EDP - Manual de Iluminação Pública

Grandes Electrodomésticos

Os eletrodomésticos para cozinhar englobam o forno, microondas e fogões elétricos. Destes três tipos de aparelhos, só o forno tem uma etiqueta energética obrigatória e oficial.

Etiqueta Energética
- As etiquetas energéticas associadas ao forno apresentam o nome do fornecedor e o modelo, a fonte de energia do forno, a classe de eficiência energética, o volume útil do compartimento em litros e por fim o consumo de energia por ciclo em kWh/ciclo, nos modos de aquecimento convencional e de circulação forçada.



Utilização e Manutenção - Ao forno elétrico podemos aplicar algumas medidas de utilização como um pré-aquecimento reduzido uma vez que os fornos hoje em dia já não precisam de períodos longos de pré-aquecimento. De preferência, quando utilizar o forno, cozinhar mais do que uma refeição e evitar abrir a porta durante a sua utilização, caso contrário está a aumentar-se o consumo energético. Numa cozedura de 250ºC, abrir a porta durante 10 segundos implica um aumento de 8% do consumo energético [1].
Ao utilizar o forno, optar por materiais como cerâmica e vidro para levar comida ao forno, que permitem poupar tempo e energia na cozedura. Usar sempre a função de circulação forçada (ventilação), que permite diminuir em 10ºC a temperatura do forno e acelerar o processo de cozedura. No fim da utilização do forno, desligar 10 a 15 minutos antes do tempo, que permite aproveitar o calor residual para terminar a cozedura. Por fim, evitar usar a função grill, uma vez que esta pode duplicar o consumo energético do forno [2].
Em termos de manutenção deste tipo de aparelhos, a limpeza é fortemente recomendada. O controlo das borrachas de isolamento, para evitar perdas de calor, é importante e se necessário, substitui-las. Normalmente, o manual de instruções do aparelho informa sobre mais formas de utilizar e manter o mesmo.
 
[1] - “Conselhos para uma compra Ecosave,” 2011. www.ecosave.org.pt.
[2] - Quercus, “Conselhos Utilização,” 2017. www.topten.pt.
Os eletrodomésticos para cozinhar englobam o forno, microondas e fogões elétricos. Destes três tipos de aparelhos, só o forno tem uma etiqueta energética obrigatória e oficial.

Utilização e Manutenção - No caso do microondas, há pequenas medidas a aplicar que podem fazer a diferença no consumo de eletricidade deste aparelho. A não utilização do microondas para descongelar alimentos é uma não utilização de energia, opte por descongelar naturalmente. Para aquecer alimentos opte pelo microondas, que permite poupar tempo e 30% de energia [1]. O microondas é um aparelho que tem um stand-by relativamente elevado, dependendo do modelo, é preciso ter em atenção esse valor e evitar utilizar essa energia optando por desligar o microondas.
Cobrir sempre os alimentos vai permitir uma melhor distribuição do calor e impedir que o aparelho fique constantemente sujo, sendo que a sua limpeza frequentemente é importante para o seu melhor funcionamento.
 
 [1] - Endesa, “Conselhos para Poupar.” Available: https://www.endesa.pt/negocios/apoiocliente/conselhos_para_poupar
Os electrodomésticos de frio englobam todos os aparelhos destinados à refrigeração como os frigoríficos, arcas congeladoras ou combinados.

Etiqueta Energética - A etiqueta energética destes eletrodomésticos tem alguns dados adicionais à classe energética. Especifica o fabricante e o modelo do eletrodoméstico em questão, a classificação energética e o consumo anual em kWh/ano. Para além disso, especifica a soma dos volumes úteis em todos os compartimentos com temperaturas superiores a -6 ºC, em litros. É apresentado também a soma dos volumes úteis de compartimentos de congelação (temperatura de funcionamento menor que -6ºC), bem como o número de estrelas do maior compartimento de congelação. Caso este não exista, estará indicado com -L e o campo destinado às estrelas estará vazio [1]. O número de estrelas define o prazo máximo de conservação dos alimentos, de acordo com as temperaturas atingidas nos congeladores. Por fim, apresenta o nível de emissão de ruído do aparelho em si, em dB.  



Dimensões - O tamanho do agregado familiar é importante na compra destes aparelhos e há valores de recomendação para números diferentes de pessoas, a tabela mostra essas recomendações [2].



Preço - Se compararmos dois combinados da mesma marca e de capacidade semelhante, neste caso 300L, o preço para diferentes etiquetas energéticas vai variar. A tendência seria comprar uma etiqueta mais baixa como A+, em vez de A+++, por serem já etiquetas eficientes, mas o preço mais barato. Mas na verdade, se compararmos o consumo anual em kWh/ano do combinado em questão, para uma etiqueta de A+ seria 303 kWh/ano, para uma etiqueta de A+++ seria 139 kWh/ano. Fazendo cálculos simples, a poupança ao ano, em termos de eletricidade, comprando o eletrodoméstico mais eficiente, seria, aproximadamente, 37 euros.
Uma vez que este tipo de eletrodomésticos tem um tempo de vida útil de 15 anos, comprando o mais eficiente a poupança seria de 555 euros. Como a diferença de preços entre aparelhos semelhantes nunca ronda este valor, a poupança que se faz no momento, não compensa a poupança que se faz ao longo do tempo de utilização do aparelho.

Manutenção - Em termos de instalação e manutenção, há que ter cuidados com os sobreaquecimentos e temperatura do local a instalar. Não se deve colocar perto de fontes de muito calor, como fornos, e deve manter-se afastado das paredes (no mínimo 5 cm). Uma limpeza ocasional na zona das grelhas do aparelho ajuda a reduzir o sobreaquecimento e a permitir um melhor funcionamento. Além disso, verificar as juntas dos aparelhos para manter o isolamento intacto e não haver perdas desnecessárias. No caso dos congeladores ou arcas, quando a camada de gelo chega aos 3mm é necessário descongelar, porque o gelo cria um isolamento que vai aumentar o consumo do aparelho em 30% [3]. Estes cuidados vão permitir não só um melhor funcionamento do aparelho, bem como um maior tempo de vida útil.

Utilização - Referente à utilização destes aparelhos, há medidas básicas que se devem aplicar como exemplo, manter a porta do aparelho aberta o mínimo de tempo possível, por cada 10 segundos que a porta de um frigorífico se mantém aberta há um aumento do consumo diário do aparelho entre 0,2% e 0,8%. No caso do congelador, de um combinado, esses 10 segundos equivalem a um aumento diário de 2%. Descongelar os alimentos dentro do frigorífico contribui para a temperatura interior do frigorífico e reduz o consumo diário do mesmo em cerca de 2%. Para além disso, os alimentos quentes que sejam necessários colocar nos aparelhos de refrigeração devem arrefecer fora do mesmo e só depois armazenados no electrodoméstico [4].
Encher os aparelhos acima da sua capacidade vai provocar um consumo excessivo, mas mantê-los vazios ou muito abaixo da sua capacidade também vai contribuir para um consumo excessivo relativamente ao esperado, uma vez que o ar tem mais dificuldade em absorver o frio, as oscilações da temperatura interior do aparelho vão ser maiores e o aparelho vai ter de trabalhar mais. É importante ter em atenção as temperaturas de configuração dos aparelhos de refrigeração pois cada grau desnecessariamente frio representa um consumo de 5% a mais do que o essencial.

[1] - Ecocasa, “Eletrodomésticos - Etiqueta Energética,” 2013. https://www.ecocasa.pt/
[2] - “Conselhos para uma compra Ecosave,” 2011. www.ecosave.org.pt.
[3] - Enercoop, “Economies d’énergie.” Available: http://www.enercoop.fr/
[4] - “Conselhos para uma compra Ecosave,” 2011. www.ecosave.org.pt.
Etiqueta Energética - A etiqueta energética da máquina de lavar loiça apresenta as seguintes características: o fabricante e o modelo do eletrodoméstico em questão, a classificação energética, o consumo anual em kWh/ano, o consumo anual de água em litros, a classe de eficiência da secagem, a capacidade nominal em serviços de loiça-padrão e o nível de emissão de ruído da máquina em si.



Preço - Entre uma máquina de loiça antiga de classe C e um aparelho de classe A++, poupa até 27 euros anualmente, em termos de eletricidade. Assumindo que estes aparelhos têm um tempo de vida útil de 10 anos no mínimo, a poupança seria de 270€ [1].

Utilização e Manutenção - Utilizar a máquina com carga completa e a temperaturas mais baixas, ainda que os ciclos sejam maiores, são duas boas medidas. Se a loiça tiver muito suja, passá-la imediatamente por água antes de a colocar na máquina, impede que os resíduos fiquem secos e agarrados à loiça, e sejam todos lavados nos ciclos normais e temperaturas mais baixas, de preferência, utilizando os ciclos eco quando for possível.
Em termos de manutenção é importante manter o depósito de sol e abrilhantador cheios, de forma a que a máquina tenha o seu melhor desempenho nas fases de lavagem e secagem. Os filtros devem ser limpos com alguma regularidade para que a eficiência da máquina se mantenha e periodicamente fazer uma limpeza da máquina em si, recorrendo a produtos específicos para o efeito e que atuem como anti-calcário [2].

[1] - D. Proteste, “Máquinas de lavar e etiqueta energética,” 2011. https://www.deco.proteste.pt/eletrodomesticos/maquinas-lavar-loica/noticias/maquinas-de-lavar-com-no....
[2] - “Conselhos para uma compra Ecosave,” 2011. www.ecosave.org.pt
Etiqueta Energética - A etiqueta energética da máquina de lavar roupa apresenta as seguintes características: o fabricante e o modelo do eletrodoméstico em questão, a classificação energética, o consumo anual em kWh/ano, o consumo anual de água em litros, a capacidade total de roupas em kg, a eficiência da lavagem em si, o nível de emissão de ruído na lavagem e na centrifugação, em decibéis.



Capacidade - A escolha da capacidade certa destas máquinas depende de diversos factores sendo difícil definir um valor para o agregado familiar em questão. Depende da frequência de uso, e deve-se ter em atenção a existência de crianças ou actividades que requeiram uma frequência de lavagens constante e maior que o esperado [1].

Preço - Entre uma máquina de roupa antiga de classe C e um aparelho de classe A++, poupa até 19 euros anualmente, em termos de eletricidade. Assumindo que estes aparelhos têm um tempo de vida útil de 10 anos no mínimo, a poupança seria de 190€. Portanto, há que pensar a longo prazo e nas poupanças que podemos retirar de máquinas mais eficientes [2].

Utilização e Manutenção - Há alguns cuidados na utilização destas máquinas que permitem a redução do consumo. As roupas antes de serem postas para lavar devem ser separadas por nível de sujidade ou de utilizador, uma vez que roupas não muito sujas podem e devem ser lavadas a baixas temperaturas para evitar gastos excessivos no aquecimento da água. As máquinas e os detergentes atuais estão adaptados para que as roupas muito sujas não necessitem de lavagens a temperaturas de 90ºC. Um ciclo de 90ºC consome 3 vezes mais que um ciclo de 40ºC [3].
Utilizar os programas eco das máquinas pode ajudar na redução da eletricidade e a utilização de valores superior de centrifugação durante a lavagem ajuda a reduzir a humidade da roupa e permite que a secagem seja mais fácil. Por fim, em termos de manutenção, a limpeza do filtro da máquina com alguma frequência ajuda não só à eficiência da máquina, bem como à sua preservação.

[1] - “Conselhos para uma compra Ecosave,” 2011. www.ecosave.org.pt.
[2] - D. Proteste, “Máquinas de lavar e etiqueta energética,” 2011. https://www.deco.proteste.pt/eletrodomesticos/maquinas-lavar-loica/noticias/maquinas-de-lavar-com-no....
[3] - Enercoop, “Economies d’énergie.” Available: http://www.enercoop.fr/
Imagem retirada por portal Poupa Energia da ADENE
Etiqueta Energética - As máquinas de secar em Portugal não são essenciais porque o clima permite que a roupa seque naturalmente. Ainda assim, nos meses mais frios e chuvosos há quem opte por utilizar máquinas de secar, e estas máquinas têm gastos de energia bastante elevados porque têm uma potência muito grande. Por isso, a etiqueta energética é muito importante neste tipo de máquinas e uma classe energética mais eficiente vai compensar muito mais do que em qualquer outro tipo de equipamento. A diferença entre uma etiqueta A++ e uma C pode ser uma poupança de quase 70 euros anuais [1], sendo que a capacidade deverá ser adequada às quantidades de roupa a secar.

Utilização - No caso das máquinas de secar roupa, os cuidados a ter passam por colocar a roupa bem espremida dentro da máquina, sem nunca exceder a capacidade máxima da mesma. Não abrir as portas durante o ciclo de secagem e de preferência deixar a roupa secar naturalmente, é a maneira mais económica de secar roupa.
 
[1] - ADENE - https://www.adene.pt  
Recentemente, começaram a aparecer lavandarias self-service em diversos pontos do país e aos poucos as pessoas foram aderindo. A questão que se coloca é se utilizar estas lavandarias em vez de utilizar a água e eletricidade em casa numa máquina própria, compensa ou não. Segundo a DECO [1], indo uma vez por semana lavar e secar 16kg de roupa a uma lavandaria self-service custa à volta de 40 euros por mês. A mesma tarefa em casa (oito lavagens e secagens em máquinas de 8kg) não chega aos 14 euros por mês, o que vai reduzir para 4 euros por mês se a máquina de secar não for utilizada e se deixar secar ao natural. Portanto, economicamente, não compensa utilizar este tipo de lavandarias.
 
[1] - D. Proteste, “Lavandaria self-service é três vezes mais cara,” 2018. https://www.deco.proteste.pt/eletrodomesticos/maquinas-lavar-roupa/noticias/lavandaria-self-service-....
Os eletrodomésticos para cozinhar englobam o forno, microondas e fogões elétricos. Destes três tipos de aparelhos, só o forno tem uma etiqueta energética obrigatória e oficial.

Há quem opte por ter fogões elétricos em vez dos tradicionais e mais comuns fogões a gás. Em termos de fogões elétricos a placa de indução é sem dúvida a mais eficiente, ainda que seja a que requer um investimento mais alto. São rápidas a aquecer e consomem muito menos que de que outros sistemas. Para que não haja consumo excessivo de energia, é necessário escolher um recipiente com um diâmetro correspondente ao da área de cozedura. Para manter a placa a funcionar sempre com a mesma eficiência, é necessário haver uma limpeza frequente e logo após a utilização [1].
 
[1] - D. Proteste, “Placas de cozinha: guia de compras,” 2016. https://www.deco.proteste.pt/casa-energia/eletricidade-gas/guia-de-compras/placas-de-cozinha-guia-de....

Pequenos Equipamentos Elétricos

Os pequenos eletrodomésticos englobam aparelhos ligados à cozinha, limpeza e outro tipo de aparelhos não considerados de entretenimento.

Em termos de pequenos eletrodomésticos na cozinha, como chaleira, torradeira ou máquinas de café, as formas de consumo eficiente estão centralizadas na limpeza adequada e manutenção destes aparelhos. Evitar utilizar desnecessariamente os aparelhos, e acima de tudo verificar se existe algum tipo de eficiência energética associada ao aparelho em questão. Com a eficiência energética a tornar-se tão importante no dia a dia, estes eletrodomésticos mais pequenos começam já a ter etiquetas energéticas associadas que é preciso ter em atenção [1].

No caso dos aparelhos associados à limpeza engloba-se o aspirador e o ferro de engomar. No aspirador é preciso fazer uma limpeza adequada do mesmo, principalmente o saco e o filtro do aparelho, onde as obstruções podem levar a um excesso de consumo de energia por parte do motor para obter uma limpeza adequada. Com o ferro de engomar, podemos evitar a sua utilização em demasia se tivermos uma centrifugação normalizada da máquina de lavar roupa que vai impedir que a roupa fique totalmente amachucada e separar a roupa antes de passá-la, para evitar estar a fazer esse trabalho durante a utilização do ferro e a gastar energia elétrica desnecessária [2].

[1] - Enercoop, “Economies d’énergie.” Available: http://www.enercoop.fr/
[2] - Ecocasa, “Eletrodomésticos - Etiqueta Energética,” 2013. https://www.ecocasa.pt/
Os aparelhos de multimédia referem-se a consolas de jogo, rádio, despertadores, televisões, box da televisão ou internet, computadores fixos ou portáteis e telemóveis. A frequente utilização destes aparelhos gerou o problema da energia desperdiçada. Este tipo de aparelhos é conhecido pelos modos de stand-by e off-mode que ocupam 5% da conta anual de eletricidade, e são um gasto de energia totalmente inútil [1].

Stand-by é o estado de funcionamento do aparelho que está a consumir energia, sem estar a desempenhar uma função ativa. Está ligado à corrente, em modo de reativação ou ligado e em não utilização. Por outro lado, o off-mode é o modo em que há consumo de energia estando o equipamento ligado a uma tomada, mas sem desempenhar nenhuma função de funcionamento. Ou seja, quando o aparelho está desligado, mas mantém-se a conexão a uma tomada [2].

Equipamentos mais antigos terão um consumo maior que equipamentos mais recentes, por exemplo, leitores de VHS, box de internet ou televisão, consolas antigas e aparelhagens antigas, são aparelhos a ter em atenção que podem estar a aumentar a conta final da eletricidade. Uma maneira mais fácil de garantir que desliga estes aparelhos das tomadas e que não os deixa a gastar energia desnecessariamente é a utilização de tomadas de corte de corrente ou de controle remoto. Estas tomadas permitem que mantenha os aparelhos ligados a uma tomada, mas que não haja corrente a passar nessa tomada e, portanto, não há consumo desnecessário.

A utilização correta destes equipamentos pode reduzir o seu consumo, para além do stand-by e off-mode, utilizar modos de poupança de energia ou ter em atenção etiquetas energéticas de aparelhos que as tenham, é um bom modo de começar a reduzir. Ponderar sobre os hábitos em cada residência, e nas alterações possíveis pode ser o primeiro passo para a redução do consumo neste tipo de equipamentos, sendo que aparelhos antigos e pouco utilizados são prioridade neste tipo de medidas.

[1] - Ecocasa, “Equipamentos - Standby e off-mode,” 2014. https://www.ecocasa.pt.
[2] - União Europeia “Comission Regulation (EC) No 1275/2008,” no. 1275, pp. 45–52, 2008.

Climatização

Assumindo uma casa padrão de 120 m2 de área bruta, com 3 habitantes, 7 janelas e isolado com EPS (40mm de espessura), situado na zona de Lisboa. Os equipamentos de arrefecimento e aquecimento da casa são elétricos, para se verificar valores em termos económicos de eletricidade, sendo que o conforto térmico é garantido o ano todo na habitação, 20ºC no inverno e 25ºC no verão. Os valores de poupança de eletricidade em climatização e o tempo de retorno do dinheiro investido são apresentados na Tabela, comparando com uma mesma construção tendo um isolamento nulo ou muito baixo [1].

EPS é um material cujo desempenho térmico em termos de isolamento está na média dos materiais disponíveis para isolamento [2].



Assumindo que inicialmente a casa teria umas janelas cuja avaliação energética era um F, mudando para umas janelas do tipo A ou B, o retorno, em termos de preço de eletricidade poupado, seria feito em 14 ou 21 anos, respetivamente. Estes custos baseiam-se no preço dos materiais das soluções de isolamento, sem mão de obra ou aplicação por empresas, ou materiais acessórios à fixação e ao suporte. Para comprar estas janelas com etiquetas energéticas com garantia de qualidade pode recorrer-se a produtos provenientes do Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos (SEEP) [3].

[1] - D. Proteste, “Isolamento Térmico - Conforto com mais poupança,” Proteste 356, pp. 26–29, 2014.
[2] - ADENE - Agência para a Energia, “Isolamento de Coberturas.” 2016.
[3] - D. Proteste, “Isolamento Térmico - Conforto com mais poupança,” Proteste 356, pp. 26–29, 2014.

A realidade da maior parte dos portugueses é que só o correcto isolamento térmico da casa não basta para que a climatização da habitação ser a mais adequada. Os equipamentos de aquecimento e arrefecimento estão muito presentes e representam 9% e 2% [1], respetivamente, da conta final da eletricidade. Estes equipamentos podem ou não ser elétricos, existindo diversas fontes renováveis alternativas que se podem utilizar para a climatização como o solar térmico, a biomassa e a bomba de calor geotérmico [2].

Etiqueta Energética - Para aparelhos elétricos como o ar condicionado a preocupação com a eficiência energética trouxe etiquetas energéticas obrigatórias, quer sejam reversíveis ou quer sejam só para aquecimento ou só para arrefecimento. Nesta etiqueta estão descritos o nome e modelo do fornecedor, a função de arrefecimento ou aquecimento (neste caso há ambas, por ser um ar condicionado reversível), a classe de eficiência energética, a carga do arrefecimento/aquecimento em kW, a eficiência energética sazonal para arrefecimento e aquecimento, em SEER e SCOP, respetivamente, e em kWh/ano. Por fim, a emissão de ruído no interior e exterior da habitação em decibéis.
(O SEER e SCOP são um sistema de classificação indicativo para aparelhos como estes e que refletem o verdadeiro consumo de energia, com base na eficiência energética ao longo de um ano inteiro.)



Não só com ar condicionados, outros aparelhos relacionados com a climatização apresentam etiquetas energéticas e começam a ser cada vez mais obrigatórias, por isso é preciso ter em atenção na altura da compra. Existem equipamentos cada vez com mais destaque e de eficiência superior como as bombas de calor. A elevada eficiência destes aparelhos faz com que os custos com a energia sejam mais baixos quando comparados com outras soluções convencionais [3]. Têm etiquetas energéticas associadas que permitem perceber essas diferenças, sendo a etiqueta semelhante à do ar condicionado.

Utilização e Manutenção - Independentemente do equipamento inserido na habitação, a sua utilização e o comportamento relativamente à climatização podem ajudar na redução de gastos desnecessários. Exemplo desses comportamentos são os cuidados com as janelas nos diferentes períodos do dia nas diferentes épocas do ano. No verão baixar os estores e fechar as janelas durante as horas de maior calor e nas restantes horas deixar arejar a casa, abrindo as janelas. No inverno fazer o contrário, permitir que a luz solar entre para ajudar a aquecer a casa.
Para um ambiente confortável em casa, regular o sistema de climatização para uma temperatura de conforto é essencial, a utilização de valores de temperatura excessivamente altos ou baixos vai obrigar a uma maior utilização de energia, desnecessária para o conforto dos consumidores. A alteração de 1ºC na temperatura de funcionamento corresponde a uma poupança de 7% no consumo de energia do ar condicionado, por exemplo [4]. Na utilização de sistemas que irradiam calor depois de desligados, desligar algum tempo antes de sair da divisão permite a continuação do aquecimento da divisão, poupando a energia final não utilizada. A manutenção e limpeza dos sistemas permite que a sua utilização seja a mais eficiente e que os aparelhos tenham um maior tempo de vida útil.

[1] - ADENE - https://www.adene.pt
[2] - Ecocasa, “Climatização - Sistemas de Climatização,” 2014. https://www.ecocasa.pt/
[3] - D. Proteste, “Bombas de calor para climatização: o que são?,” 2018. https://www.deco.proteste.pt/ 
[4] - ADENE, “Ar condicionado,” Poupa Energia.https://poupaenergia.pt

 


Ainda relativamente à climatização, insere-se o aquecimento de águas sanitárias. Este AQS representa 3% [1] da utilização de eletricidade em residências, uma média nacional não muito elevada uma vez que o gás ainda é um método muito presente no aquecimento destas águas. Há algumas medidas que permitem reduzir o consumo de eletricidade referente a este tipo de equipamentos, como definir a temperatura da água entre 50 a 55ºC, não é necessário aquecer a valores superiores. Em termos de tipos de água, dependendo da quantidade de calcário da água (que depende da zona do país), ter resistências próprias ou descalcificar pelo menos de 3 em 3 anos para prevenir uma redução da eficiência com depósitos de calcário. A garantia do isolamento térmico do aparelho e tubos adjacentes permite que o tanque de água se mantenha à temperatura desejada e evita o aquecimento desnecessário de mais água. Esta medida aplica-se essencialmente em aparelhos cuja colocação seja em espaços sem climatização como garagens ou caves. Por fim, em caso de ausência prolongada, 4 dias ou mais, desligar este aparelho garante que não há nenhuma eletricidade a ser desperdiçada desnecessariamente.

[1] - ADENE - https://www.adene.pt
Em termos de climatização, o modo de construção da casa é muito importante para uma utilização reduzida de eletricidade neste setor. Esta medida é também a que requer um maior investimento económico e muitas vezes é incapacitada por se tratar de casas alugadas ou prédios. Contudo, o isolamento de casa e vãos envidraçados indicados, podem ajudar a uma redução de 35% e 12%, respetivamente, na parte da eletricidade referente à climatização [1]. Muitas vezes a falta de valores concretos de poupança e investimento levam a que os consumidores tenham dificuldade em avançar com uma decisão sobre esta medida.

[1] - "Ecofamílias 2009 - 2011,” 2011.