Coopérnico junta-se a apelo para acelerar medidas de adaptação ao calor extremo

A Coopérnico, organização parceira do Pacto Climático Europeu, é uma das entidades signatárias da carta aberta divulgada esta quarta-feira, Dia Europeu das Vítimas da Crise Climática Mundial.

2026-07-15

A carta salienta que o calor extremo é uma emergência de saúde pública e apela ao Governo e aos municípios para acelerarem a implementação de medidas de adaptação.

À medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes, intensas e prolongadas, torna-se evidente que a adaptação às alterações climáticas não pode esperar. É necessário transformar planos em ação e investir em soluções que protejam as pessoas, especialmente as mais vulneráveis.

Entre as medidas propostas na carta, como criar uma rede nacional de refúgios climáticos e aumentar significativamente as áreas verdes e o sombreamento nas cidades, a  Coopérnico destaca a necessidade de adaptar os edifícios e o espaço público.

Para a cooperativa, um edifício energeticamente eficiente não só  consome menos energia, como também é um espaço que protege do calor no verão e do frio no inverno, com ganhos para o bem-estar e a saúde dos utilizadores.

Por isso, a carta defende que os investimentos públicos privilegiem soluções de arrefecimento passivo, como coberturas verdes, isolamento térmico de qualidade, sombreamento exterior, ventilação natural, pavimentos permeáveis e a reabilitação profunda dos edifícios públicos, em especial escolas, lares e centros de saúde. 

Ao mesmo tempo, é essencial reforçar o financiamento para a renovação energética das habitações, tornando-as mais confortáveis, eficientes e preparadas para um clima em mudança.

Esta também é uma questão de justiça social. 

Em Portugal, entre 1,8 e 3 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza energética, enfrentando temperaturas extremas dentro das suas próprias casas, com impactos significativos na saúde, no bem-estar e na qualidade de vida.

Melhorar o desempenho energético dos edifícios significa reduzir esta vulnerabilidade e garantir condições de vida mais dignas para milhares de famílias.



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